sábado, 2 de janeiro de 2010




“DEUS SABE O QUE FAZ”


Mal começou o ano, e com ele as tragédias. Estava assistindo ao jornal com meus pais, quando vi a noticia sobre o desastre em Angra dos Reis, em meio a tanta desgraça, tantas vidas perdidas, fiquei muito triste por uma sobrevivente, sim, foi isso mesmo o que eu quis dizer.
Uma senhora que passava o réveillon em um sitio com toda sua família, foi à única sobrevivente na enxurrada que devastou aquele local. Concomitantemente, eu e meu pai dissemos: “era melhor que ela tivesse morrido!” Minha mãe disse a mesma coisa um pouco depois, porém completou dizendo: “mas Deus sabe o que faz”. Não segurei um sorriso irônico e um comentário reprovando o que ela disse. Geralmente minha mãe se irrita com tais atitudes, mas dessa vez, ela ficou calada. Não pude deixar de pensar que ao menos naquele momento ela teve dúvida e considerou que talvez eu não estivesse errado. Afinal, como um Deus pode saber o que está fazendo, ao tirar de uma só vez; pai, mãe, marido, irmã e filha de uma pessoa, a deixando completamente sozinha?
Desculpem-me se vocês discordam, é apenas uma opinião de um mero mortal, que não tem poder para fazer com que as coisas sejam diferentes, mas que se sente no direito de ter suas dúvidas. Afinal, ele sabe o mesmo o que faz? É certo viver assim tão conformadamente, ainda que não haja muito o que fazer?



Agora é que são elas!


Falando por mim, por amigos, por conhecidos e desconhecidos. As mulheres de hoje não querem relacionamento sério, lógico, como grande crítico da generalização que sou, deixo claro que não são todas, mas a maioria.
É como na letra de uma música que vem tocando, nem gosto, mas ela explica bem o que quero falar: “Não era pra você se apaixonar, era só pra gente ficar”. Pois é isso, foi-se o tempo em que as garotas sofriam por amar os carinhas que só brincavam com elas. A parada hoje é diferente, o buraco é mais embaixo, elas aprenderam. Só esqueceram que por vezes cometem o mesmo erro do qual eram vítimas, pois lembrando mais uma vez do erro que é a generalização, nem todo homem é assim. Existem homens que querem algo sério, e esses, como ficam? Será que vão endurecer o casco de tanto levar porrada e farão que nem elas? E assim viveremos num ciclo vicioso, onde uns querem agora e outros depois, ou chegaremos a um comum, onde ninguém vai querer nada sério?
– Oi, meu nome é João e o seu é Maria, certo? Dá-me um beijo aqui, vamos ao motel... Tchau, não me liga!

A PRIMEIRA CRÔNICA A GENTE NUNCA ESQUECE.

Fim de ano, várias retrospectivas para se assistir, então resolvi escrever uma crônica, a minha primeira crônica, sobre o ano e o meu cotidiano. Quem sou eu pra me meter a cronista? Um aluno qualquer de Filosofia, candidato à vaga no curso de Publicidade, com intenção de conseguir uma transferência para o Jornalismo. Tudo isso faz parte de um plano que posso começar a desenvolver no ano que chega, mas falemos do ano que fica. (Fica um pedido de desculpas por possíveis erros gramaticais, ou textuais, desse iniciante em tal gênero).

Para o mundo, e para o Brasil, foi um ano de poucos acontecimentos de grande importância; sem Copa, sem eleições (no nosso país), um ano relativamente calmo se comparado aos anteriores. Do que lembrar, morte do Michael? Acho que foi o que tivemos de maior destaque.
Para mim, analisando friamente, foi um ano positivo. Ano de algumas realizações, como: A compra do meu computador, graças à renovação do meu contrato na Coelce (onde estagio), a aprovação no IMPARH para o curso de inglês, aprovação na primeira fase do vestibular da UFC, para o curso de Comunicação, dentre outros. Ano de novas amizades, como a do Adriano “meu cunhado”, Edilania, Rafaela, Mayara, Samila, Vanvan, Alan e Brena. De natal recebi lembranças do passado (...), mas a explicação fica oculta nesta crônica, quem sabe em uma próxima? Tive um começo de ano bem agitado, com muitas saídas noturnas, ao longo do tempo fui voltando à velha rotina caseira. Tive um carnaval tranqüilo, mas bastante agradável na companhia de dois bons amigos (talvez o último naquele sítio).
Foi um ano de conquistas, materiais ou não, enfim, já houveram alguns anos um pouco melhores, mas também já houveram outros tantos bem piores. Não tenho do que me queixar, e que venha 2010.