segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010




Havia milhões de estrelas no céu. Estrelas de todas as cores: brancas, prateadas, verdes, douradas, vermelhas e azuis.
Um dia, elas procuraram Deus e lhe disseram:
- Senhor Deus, gostaríamos de viver na Terra entre os homens.
- Assim será feito, respondeu o Senhor. Conservarei todas vocês pequeninas como são vistas e podem descer para a Terra.
Conta-se que, naquela noite, houve uma linda chuva de estrelas. Algumas se aninharam nas torres das igrejas, outras foram brincar de correr com os vaga-lumes nos campos; outras se misturaram aos brinquedos das crianças e a terra ficou maravilhosamente iluminada. Porém, passando o tempo, as estrelas resolveram abandonar os homens e voltar para o céu, deixando a Terra escura e triste.
- Por que voltaram?
Perguntou Deus, à medida que elas chegavam ao céu.
- Senhor, não nos foi possível permanecer na Terra. Lá existe muita miséria e violência, muita maldade, muita injustiça...
E o Senhor lhes disse
- Claro! O lugar de vocês é aqui no céu. A Terra é o lugar do transitório, daquilo que passa, daquele que cai, daquele que erra, daquele que morre, nada é perfeito. O céu é lugar da perfeição, do imutável, do eterno, onde nada perece.
Depois que chegaram todas as estrelas e conferindo o seu número, Deus falou de novo:
- Mas está faltando uma estrela. Perdeu-se no caminho?
Um anjo que estava perto retrucou:
- Não Senhor, uma estrela resolveu ficar entre os homens. Ela descobriu que seu lugar é exatamente onde existe a imperfeição, onde há limite, aonde as coisas não vão bem, onde há luta e dor.
- Mas que estrela é essa? - voltou Deus a perguntar.
- É a Esperança, Senhor. A estrela verde. A única estrela dessa cor.
E quando olharam para a Terra, a estrela não estava só. A Terra estava novamente iluminada porque havia uma estrela verde no coração de cada pessoa.

Porque o único sentimento que o homem tem e Deus não têm é a esperança!
Deus já conhece o futuro, e a esperança é própria da pessoa humana, própria daquele que erra, daquele que não é perfeito, daquele que não sabe!

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Recebi esse email, historia bonitinha, mas o que achei interessante foi o comentário destacado, onde se diz que Existe um bom sentimento ao qual Deus não possui. (A ESPERANÇA!) Isso não seria estranho, levando-se em conta a perfeição divina?
Lembrei-me de Nietzsche que afirma que a esperança é o derradeiro mal; é o pior dos males, porquanto prolonga o tormento. Seria bem mais lógico se ele estivesse certo, assim se explicaria a ausência de tal sentimento em um Deus perfeito!

E pena, Deus não tem? Dia desses ouvi um sermão em que se criticavam aqueles que perguntam por Deus, diante de toda desgraça ocorrida no Haiti. A culpa, lógico, foi jogada aos homens e ao seu descuido com a natureza. Será justo isso? Um país sofre um desastre (culpa do homem), uma mulher sobrevive após dias soterrada (graças ao bom Deus). Não estaríamos nós assumindo o papel de diabo?
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“Ficou na terra a estrela verde, brilhou a estrela da esperança.
Historia bonitinha pra quando se é criança.
Ficou na caixa o pior de todos os males,
Diria Nietzsche, algo bem mais razoável.
Oh Pandora, nos livre do mal e queime essa caixa com a esperança lá dentro!”

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